Pirro de Élis – 360 aC a 270 aC – filósofo grego nascido na cidade de Élis. Primeiro filósofo cetico


Ninguém sabe seja o que for, e nem isto é certo.


Mesmo a verdade em que acreditamos pode não ser confiável.

Tudo pode ser questionado, tudo pode ser posto em dúvida .

Cada pessoa tem uma perceção diferente acerca do mesmo assunto.

Ter um espírito aberto será a melhor opção e nunca ficaremos desiludidos nem sofremos.

Este era o principal ensinamento do ceticismo.

Os ceticos mais radicais evitavam sustentar opiniões firmes sobre qualquer assunto.
Ao contrário de Platão e de Aristóteles.

A insistência de Sócrates na ideia de que tudo o que sabia era que nada sabia constituía uma posição cetica também.

Pirro negou completamente a tradição platônico-aristotélica, colocando em dúvida todo o conhecimento humano, pois as coisas são, em si, impossíveis de se conhecerem verdadeiramente; Mas

No “Mito da Caverna” – Livro VII da Républica - Platão embora não seja cetico mas ao defender que o Homem neste mundo vive num mundo de escuridão e em cativeiro ou num mundo de sonhos, porque ainda não conseguiu vislumbrar a Verdade ou o Bem e para isso tem que se libertar da ignorância ou das amarras (deste mundo aparência/ilusão) e só quando encontrar a Luz é que deixará a matéria e conhecerá a Verdadeira realidade. Também Platão , acaba por ter uma atitude também cetica ( momentaneamente) 
em relação a este mundo que nós vivenciamos( mundo sensível), pois as coisas não são o que nos parece mas sim uma ilusão ou uma cópia do mundo verdadeiro. 

Esta cegueira é temporário (para alguns) até ao dia que conhecem o Bem…É evidente que Platão não tem duvidas quanto á existência de um mundo Verdadeiro e Real ( que não este aqui), enquanto Pirro DUVIDA e não tem a certeza de nada.

Pirro defendia que não podíamos confiar nos nossos sentidos ao ponto de duvidarmos que quando estamos a escrever algo se não será imaginação nossa se não estaremos a ter alucinações ou a sonhar.

Visitou a India e esta viagem inspirou o seu estilo invulgar de vida. Pirro era um espírito muito calmo de tal forma que impressionava os que o rodeavam.

Não se preocupava com nada, porque para ele era tudo uma questão de opinião ou seja ninguém era dono da verdade porquê então preocuparmo-nos com o parecer do outro?

Na perspetiva dele não havia hipótese de encontrar a Verdade, então não existia necessidade de nos preocupar. As crenças baseavam-se em ilusões . As nossas certezas eram irracionais e constituíam um obstáculo á paz de espírito.

Se conhecêssemos Pirro considerámo-lo-ia louco embora tenha coisas que fazem-nos refletir em quem será mais louco ele ou as nossas crenças, estas muitas vezes idiotas e irracionais.

Pirro proclamava a libertação de todas as preocupações mas poucos de nós alcançará esse objetivo porque a nossa mente está conspurcada de crenças que nem com uma escavadora nos livramos delas. Um dos nossos tormentos é como iremos morrer.


Curiosidades sobre a Física Contemporânea 








Para uma melhor compreensão é necessário ler sobre ou ter umas noções básicas sobre: teoria das supercadeias, Teoria da relatividade de Einstein, física Quântica etc.





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Filosofia do 10º ano " pensar azul "

Determinismo e liberdade na ação humana:

O livre-arbítrio é compatível com o determinismo? Consultar: 

"Explicações De Filosofia"
12 de Outubro de 2013
Liberdade; 

Somos livres? 

Ou não passa de uma mera ilusão?

Vivemos num mundo em que as nossas ações são determinadas ? São o resultado inevitável de causas anteriores? Ou são fruto do acaso ? 


O que entende por determinismo?



Determinismo radical e liberdade são compatíveis?



Será o ser humano livre? 



Ou as nossas ações são determinadas ? O nosso comportamento será uma consequência do meio, da cultura e das crenças em que estamos inseridos?



As nossas ações serão fruto de forças externas, do destino ou de algo divino? Ou forças interiores, físicas e psicológicas e das circunstâncias que necessariamente não nos dão poder de escolha e estas são meramente ilusórias? 



Mas seguindo outra corrente podemos defender que o Homem é um ser livre e não pré determinado ou seja é o único ser livre, que pensa, raciocina e tem livre arbítrio?



Então estaremos perante outra corrente? O indeterminismo? 



Consultar a aula de 12 de Outubro de 2013 " A Liberdade "



W.K.Heisenberg (1901-1976) Físico Alemão homenageado com o Prémio Nobel de Física e um dos fundadores da Mecânica Quântica (fisica contemporânea), defende que é impossível antever o procedimento de um determinado sistema de partículas porque elas procedem num momento de certa forma e no instante seguinte já comportam-se de forma diferente sem se conseguir ou antever a causa dessa mudança . 



Concluí assim que o indeterminismo que dirige o universo das micropartículas também se aplica à vontade ou à ação humana. 




Temos também a opinião de John Searle (nasceu em 1932), professor da Universidade da Califórnia e especialista nas áreas de Filosofia da Linguagem e Filosofia da Mente.



Este filósofo defende que as ações humanas são a consequência de deliberações ou ponderações racionais e que podem alterar o trajeto dos acontecimentos ou factos humanos .



Defende o Libertarismo porque considera que as nossas ações não são determinadas nem incertas ou aleatórias porque o mundo material e a ação ou os feitos humanos são de natureza diferente. O que ele quer dizer é que as leis físicas (clássica/newtoniana e a contemporânea) que regem os fenómenos corporais do mundo material não se aplicam aos fenómenos mentais. 



Conclusão: 
Para J. Searle há substâncias ou partículas diferentes no Universo, matéria e espirito ou fenómenos físicos e os fenómenos mentais , criando assim uma teoria Dualista.



Também podemos finalizar dizendo que J. Searle se opõe á teoria de Heisenberg porque para este as ocorrências mentais são iguais às ocorrências ou fenómenos físicos. 







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Curiosidades – História da filosofia – Aprender mais

Galileu e o método experimental:

Na primeira metade do Sec.XVII dá-se uma transformação ciêntifica com Kepler, Galileu e mais tarde  com Descartes. Considerados os primeiros cientistas da modernidade.


Galileu mantinha-se confiante e perseverante no seu método:apresentar as suas teorias numa linguagem matemática.

Kepler continuava fidedigno ao platonismo ou seja tentava explicar as ignorâncias ou obscuridades da física seguindo o modelo Platónico e identificar o mundo como se fosse estável e eterno das ideias verdadeiras .

Enquanto Galileu segue a teoria dos pitagóricos e definitivamente recusa a ideia de que o mundo terreno copia o divino ou o celeste através da matemática.

«….e as letras são triângulos, circulos e outras figuras geométricas, sem as quais é humanamente impossível entender uma só palavra»
Citação (II Saggiatore, 1623: “O Ensaista”). 

Recuando um pouco atrás vamos falar como Aristóteles compreendia o Universo (antes de Kepler e Galileu).

O Universo aristotélico era relatado como um sistema fechado, finito e teologicamente ordenado . Defendia que tudo que se movia era movido por outra coisa. No centro do sistema temos o Motor Imóvel . 

Em Aristóteles há uma distinção entre a física celeste e a terrestre. Existe um dualismo.

Refere-se a um primeiro motor como uma espécie de alma do mundo movida por sua vez pelo um motor imóvel – talvez Deus.

Este pensador relata-nos da seguinte maneira o seu sistema:

O sol e os planetas são esferas perfeitas que não se modificam.

Temos o primeiro motor que põe em movimento a esfera das estrelas fixas e esta move a esfera de Saturno e assim sucessivamente até atingir ao esfera lunar.


Estas esferas são constituídas por uma substância o éter que faz com que haja uma estabilidade entre a matéria e a forma. O seu movimento é circular e são elas que determinam o tempo.

O éter é denominado a quinta essência. As outras substâncias são terráqueas : a terra, a água, o ar e o fogo. 

Na Idade Média o éter foi descrito como esferas límpidas ou cristalinas e concêntricas e o planeta estava fixado nelas , encaixado como uma pedra preciosa. 

Os planetas eram considerados divindades ou deuses que eram impulsionados por potências angelicais.

Abaixo do mundo sublunar está a Terra no centro do universo, estática ou imóvel composta pelos quatro elementos. 

Mas como na terra os elementos estão misturados , o movimento natural dos corpos é voltar á esfera correspondente . Ou seja a gravidade dos elementos ,a água e a terra declinam ou descem porque são graves ou pesadas e o fogo e o ar tendem a subir. 

O movimento natural do mundo sublunar é caracterizado constante, retilíneo e vertical. 

Os movimentos agitados são horizontais e oblíquos e compostos. 
É uma força que atua sobre eles e param quando se para de aplicar essa força. 
Chama-se a essa força ação por contacto.

O movimento uniforme dá-se porque é derivado de uma força constante , seja ela violenta ou natural. 

O motor ou o móbil a qualquer instante o seu movimento pode ser parado pela passagem através de um meio, senão a sua deslocação ou movimentação seria instantânea . 

O que torna esta teoria incongruente porque só no caso da luz é que isso pode acontecer porque não é considerado um corpo.

Daí a impossibilidade do vácuo como do infinito em ato ou ação.

E finalmente quando se atinge a harmonia de todo este sistema é quando os corpos atingem o seu lugar natural com o meio ou seja atinge a perfeição de Deus que já não é considerado naturalmente, meio.

Concluindo o Universo de Aristóteles era finito, existia uma dissemelhança nas substâncias celestes como nas terrenas, sendo imutáveis e inalteráveis. Distinção entre movimentos violentos e naturais. Movimentos uniformes e movimentos circulares dos corpos celestes.

Esta forma de caracterizar o Universo coadunava com o pensamento Medieval .

Entre outros pensadores um que contribuiu bastante para refutar a teoria de Aristóteles foi Copérnico no sec. XVI. Nasce na Polónia em 1473 de origem germânica e morre em 1543. 

Estudou medicina, geografia e economia. Em 1507 fez um esboço da teoria heliocêntrica do sistema solar. Não podemos esquecer a sua obra publicada sobre as Revoluções dos corpos Celestes. 

Em 1564 nasce em Pisa Galileu Galilei . Estuda Medicina na Universidade de Pádua. Descobre a isocronia pendular, constrói um telescópio e com ele descobre as manchas solares e os satélites de Jupiter. 
Inventor do Barómetro e do termómetro como também inicia os alicerces para a descoberta do relógio e do pêndulo. 
Enquanto a terra girar em torno do Sol Galileu será sempre lembrado porque eliminou a ideia geocêntrica do Universo e substituindo-a pelo heliocêntrismo. 

Como os seus inventos e descobertas veio pôr em causa os princípios básicos da física de Aristóteles que se adaptavam ou se coadunavam com as matrizes da Igreja , Galileu começou a ser considerado herege. 

Em 1615 escreve uma carta a Grâ Duquesa de Toscana em que defende a separação de poderes entre a Ciência e a Igreja entre outras coisas que o veio a prejudicar.

No entanto continuou sempre a empenhar-se nos seus estudos científicos.
As suas preocupações foram sempre em transmitir as definições para cada tipo de movimento mas explicáveis matematicamente.


Galileu e Kepler sabiam que o futuro da física clássica estava na gravidade. Embora não tenham atingido totalmente o cerne do problema, mais tarde o filósofo Isac Newtom ilumina-nos com a teoria da gravitação universal. 








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Matéria do 11º ano para desenvolver:

A Filosofia e os outros saberes 
Realidade e verdade – a plurivocidade da verdade.


REALIDADE um conceito distinto da VERDADE embora haja uma ligação estreita entre as duas.


Podemos definir realidade trivialmente como tudo aquilo que realmente existe ou é por contraposição a uma simples aparência. Podemos dizer que é igual a SER ou EXISTIR.

Podemos denominar um SER em particular(realidade) ou um agrupado de seres em geral (realidade).

A REALIDADE é tudo o que existe autonomamente da consciência que raciocina, pensa ou compreende.
A realidade emerge como algo inalterável ou fixo e unidimensional e que podemos conhecer.

Se a realidade é tudo que existe independentemente da nossa consciência podemos então questionar-nos sobre o seguinte:

Existirá uma única verdade ou várias verosimilhanças ou por outras palavras haverá vários horizontes e perspetivas sobre a mesma verdade?

Qual das perspetivas é a mais verdadeira?

Então o que é a verdade?

Podemos aderir a um conhecimento verdadeiro da realidade?

Se existem várias formas de reconhecer ou de perspetivar a verdade então será valido afirmar que uma leitura é mais verdadeira do que outra?

Podemos dizer que a verdade de um filósofo é mais legitima ou verdadeira do que um físico?

Afinal o que entendemos por verdade? O que este conceito nos diz?





Precisamos de saber o significado do conceito de verdade. Este é um dos grandes desafios para a filosofia .

A verdade para um físico, para um filósofo, poeta, teólogo etc difere.

Como pode divergir entre pessoas do mesmo ofício. Já mencionamos num capitulo anterior que por detrás de um profissional está um homem interligado ao seu meio, á sua cultura, ás suas crenças e á época em que está inserido, portanto estes factores forçosamente interferem na forma como se examina a verdade seja em qualquer função exercida.

Por exemplo os físicos chamam realidade ao que conseguem ver através dos seus instrumentos .

Para eles o facto de poderem explicar de forma simples a natureza ou o mundo deixa-os maravilhados apesar da sua complexidade. O que para nós chamamos de milagres para eles não passam da possibilidade de compreenderem a realidade do universo.

O físico Max Plank (1858-1947) prémio Nobel da física descobriu o “quantum de energia” e demonstrou que através dos seus aparelhos conseguiu observar algo que a olho nu seria impossível. Graças ao crescimento e desenvolvimento que tem ocorrido na ciência, progressivamente nos vem a revelar as maravilhas ocultas na natureza ou no mundo. Estamos rodeados de coisas que não enxergamos naturalmente.



Isto levou-me a pensar no seguinte:

Um teólogo ou um padre poderá ou não recitar algo que venha ao encontro da física quântica? Ou da ciência ? Talvez seja um absurdo o que vou dizer mas tenho que questionar e meditar sobre isto.
Através da fé e da sua convicção ou da sua verdade um Padre na missa declama:

Creio em um só Deus
Pai todo-poderoso,
criador do céu e da terra
de todas as coisas visíveis e invisíveis

“De todas as coisas visíveis e invisíveis” não se estará a referir ás coisas ocultas no Universo e a coisas que observamos e essas mesmas são feitas de realidades que não vemos?

Não estarão a falar nas mesmas coisas o físico e o teólogo? mas em línguas diferentes? A linguagem da fé e a linguagem da ciência?

Não deixa de ser interessante este ponto de vista e refletirmos sobre ele.

Mas a filosofia também tem o seu método, a sua linguagem. Saber o que é a verdade constitui uma dos maiores desafios que a filosofia enfrenta.

A linguagem não é unívoca mas análoga.

A plurivocidade ou pluralidade de significados da palavra verdade está aliada a diversos temas que foram objeto de estudo em filosofia:

Verdade ontológica; verdade lógica; verdade como utilidade; verdade como consenso; verdade como perspetiva

Continua na próxima aula





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Pensar Azul ( aula do 10º ano) e curiosidades – Aprender mais  

Religião, Razão e fé


O problema da Existência de Deus

A ligação do ser humano com o divino traz perguntas infindáveis desde os primórdios.
Os teístas ou crentes baseiam-se na fé e não na razão.
Os Ateístas querem respostas através de argumentos racionais  e são ceticos em relação á existência de um Deus “criado” pelas religiões.
Afinal devemos receber a fé de mãos  abertas  ou pesquisar  pela via da Razão “?

O que nos interessa saber:
O que significa  a palavra “Deus”  ou quem é “Deus”?
O que significa estudar pela via da Razão?
E o que é a fé?

Quem é “Deus”?
Será que  todos os Católicos e Cristãos  O definem da mesma forma? 
Não podemos esquecer que não existe uma só definição de Deus.  Mesmo dentro do catolicismo as pessoas sem  se aperceberem  vão definindo   Deus mas cada um á sua maneira.
Para uns Deus e o universo são a mesma coisa. São  os panteístas e não acreditam num Deus pessoal ou criador.
O Panteismo foi  defendido pelo filósofo  Espinosa, Bento (1632-1677) que foi  excomungado pela Sinagoga em 1656 e atacado pelos religiosos por causa do seu Tratado Teológico-Politico.
Os princípios metafísicos que ele defendia  é que:  “não existe outra substância  na natureza que não seja Deus” .


Espinosa interpreta a realidade como um processo único em que as partes se dirigem para o Todo que intitula como substância única ou DEUS OU NATUREZA que se veio a chamar de monismo  panteísta.
 É interessante a forma como ele apresenta a sua teoria em que esta substância existe por si mesma e não  foi criada, sem necessidade de recorrer a outra substância.
É uma substância única , infinita que se identifica com o todo. As partes não são auto-suficientes , unicamente o todo é.

Espinosa chama a esta substância DEUS OU NATUREZA.  Sustentou também  que o livre arbítrio é uma ilusão e que todos os acontecimentos são determinados  como também existe uma interdependência  entre as coisas (que denominou como extensão) e as ideias (que designou como pensamento) .
Temos também uma  maioria de Católicos que  acreditam num Deus criador exatamente como está escrito na Biblia.

Outros crêem  que Ele está dentro e fora do Universo , são os que defendem o Panenteísmo, em que Deus e Deuses estão  contidos no Universo embora sejam maiores que o Universo. Mas no Panenteísmo  a divindade é considerada também  transcendente a nós e a tudo sem perder a sua uniformidade.

Temos ainda o Pandeísmo que é uma mistura do panteísmo com o deísmo em que se afirma que Deus antecede o Universo sendo seu criador e ao mesmo tempo a sua Totalidade.

Um  deísta pode  afirmar a existência de Deus, mas não exerce nenhuma religião e  não nega a realidade de um mundo totalmente conduzido pelas leis naturais e físicas. A explicação de Deus pode variar para cada deísta. e resguardam  que Deus não intervém na existência dos seres humanos e nas leis do universo.

Temos depois a  maioria dos Cristãos como já referi acima e os Islamistas e Judeus que crêem num Deus que  depende de testemunhos mencionados nas escrituras sagradas.

Depois desta síntese e descrições (porque ainda faltam mais) de Deus faz-se a seguinte pergunta: Cada homem não tem o seu próprio Deus dentro de si mesmo? Não o interpretará cada um á sua maneira conforme a sua sensibilidade? As suas crenças?


Relativamente aos  Ateus que  não acreditam em Deus, alguns afirmam que acreditam neles mesmos, nas suas capacidades intelectuais e físicas, na vida, nos filhos e na família.
E é  isto que os faz sentir vivos, a família, os amigos, a vida. São eles  a razão da sua existência.
Podemos chamar á amizade, ao amor por nós mesmos e ao próximo Deus? Ser Ateu também não será uma religião?    

Então O que significa   fé? 
É uma disposição afetiva e emotiva para reconhecermos os mistérios da vida ou do universo de uma forma paciente, pacífica  em que simplesmente acreditamos em algo e não o questionamos porque  cremos  sem termos necessidade de algum tipo de demonstração empírica ou argumentação racional. Exemplificando: “Creio em Deus porque o sinto”; “Acredito Nele simplesmente e basta-me”
Mas também podemos ter uma posição ativa em que aceitamos esse enigma mas  procuramos esclarecê-lo.   

O que significa estudar pela via da Razão?
É a capacidade que temos em pesquisar acerca de temas subjetivos ou objetivos usando métodos racionais e lógicos..

Podemos abordar a realidade através da religião, filosofia e ciência ? . 
Na filosofia apareceu alguns  filósofos  que tentaram demonstrar que se podia fundir filosofia e religião foi o que aconteceu com S.Tomás de Aquino mas antes vamos falar de Sto Agostinho.

Aurélio Agostinho (354-430) foi um filósofo muito importante na transição da Antiguidade tardia para a Idade Média. Antes de se converter no Cristianismo foi professor de retórica.


Mais tarde na sua célebre obra “Confissões” que segundo ele foi uma alento divino que o conduziu á fé e que finalmente rompeu com um tempo de dúvida dando lugar a um tempo de tranquilidade afastou-se para o campo, onde veio a dedicar-se ao estudo de temas cristãos e filosóficos.

Este pensador não se preocupou em traçar fronteiras entre fé e a razão, contudo as duas eram precisas para o esclarecimento da verdade. O objetivo de Sto Agostinho é conduzir os crentes para a verdade cristã. A razão e a fé trabalham juntas. Em primeiro lugar a razão ajuda o homem a alcançar a fé. Depois a fé guia e ilumina a razão e por ultimo a razão ajudará  a esclarecer os conteúdos da fé. 

No sec XIII temos  S. Tomás de Aquino (1225-1274)  na Idade Média. Tentou unir a doutrina cristã à ideia cientifica de Aristóteles. Síntese da Teologia com Filosofia reconhecendo a diferença de métodos utilizados nas duas doutrinas. O alicerce da teologia seria a fé, o da filosofia a razão.

Tomás de Aquino sustenta  que algumas verdades são conseguidas através da luz da razão ou seja cientificamente e que outras á luz da Revelação (Deus), admitindo que  algumas verdades eram mostradas apenas á luz da Fé ou da Revelação.

No final da Idade Média e com o Renascimento emerge o progresso  do conhecimento cientifico e filosófico. O Cristianismo é colocado em causa e a razão e a fé ou a ciência e a religião distanciam-se.
Aparecem filósofos/matemáticos/cientistas com ideias novas ou descobertas cientificas  que vão contra os dogmas da religião  e alguns acabam assassinados porque põem  em causa os alicerces da Igreja.  

 Muitos destes pensadores são:  Galileu Galilei, Copérnico, o astrónomo Tycho Brahe, Kepler, Giordano Bruno.

A principal preocupação deles não é propriamente fazer frente á religião mas sim evidenciar a autonomia da Razão, o carater critico e analítico desta e a sua secularização, o que veio acontecer mais tarde com o iluminismo (sec. XVII-XVIII), ou seja o homem começa a pensar por si mesmo com autonomia e confiança e sai da menoridade e deixa os preconceitos que o limita.
O conceito   religião-teologia do mundo mantinha-se e sobrepunha à relação homem-Deus  Existia um Teocentrismo em que tudo era governado por Deus providente.



A secularização da Razão vem diminuir a relevância da fé em relação ao racional. A ideia racionalista da razão era sempre dirigida para o transcendente

Deus constituía o centro de tudo . Assim em substituição do Teocentrismo  virá a natureza que constituirá o centro e o ponto de referência que se chamará Fisiocentrismo. .

Face ao divino surge a fé no progresso e na capacidade  sem limites da razão e da humanidade.
  No século XVIII, na Europa dá-se uma revolução cientifica e o desenrolar do iluminismo  já anteriormente  iniciada por Copérnico e Galileu.


A filosofia moderna começa com Descarte sec XVII, Espinosa,  Leibniz, Berkeley, que tentam provar a existência de Deus.

René  Descartes derruba o sistema Aristotélico e surge a filosofia mecanicista onde este pensador pela primeira vez pode explicar a leia da inércia (principio fundamental da física). Mas este  não é  compatível com as teorias de Galileu (queda dos graves) e de Kepler (segunda lei).

O  projecto de Descartes ou Cartesiano em que defendia um universo inerte  acaba por causar desconforto no meio cientifico.

Surge então  Newton (1642-1722) com as suas definições sobre o espaço e  tempo. Sendo estes considerados absolutos. O espaço é imóvel, sempre igual a si mesmo e o tempo absoluto, verdadeiro e matemático.

Muitíssimo mais tarde surge-nos Albert Einstein um físico Alemão  (1879-1955) que desenvolveu  teoria da relatividade geral  ( pois segundo ele a mecânica newtoniana já não era suficiente). Esta teoria da R.Geral era  um dos dois pilares da física moderna  ao lado da mecânica quântica sem  esquecer que o Max Plank ( 1858-1947) é que foi o pai da fisica quântica.


Atualmente através da  física quântica  surgem novos  físicos e cientistas que tentam  através desta  demonstrarem a existência de Deus mas com conceitos completamente novos e diferentes dos filósofos/matemáticos   antigos.

E mais uma vez não poderemos esquecer qual o significado ou como estes cientistas definem Deus. Será de uma forma cientifica?  É possível juntar religião e ciencia ? Estará a ciência a entrar num novo paradigma através de novas noções em que a física quântica será a responsável por este novo modelo?
Para uma boa resposta aconselho a verem o vídeo: Entrevista com o Fisico Quântico Amit Goswami 


Observação
Muitos filósofos foram omitidos nesta síntese  devido á impossibilidade de os mencionar a todos.






Mesmo que tu já tenhas feito uma longa caminhada, há sempre um caminho a fazer. Santo Agostinho

Frases de Santo Agostinho


















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Aprender mais

Filosofia vista por um Teólogo.  Filosofia, ciência e  Religião ?


Um vídeo interessante onde um Teólogo e arqueólogo tenta explicar brevemente as várias teorias de filósofos da Antiga Grécia a.C .  (Seculo VI a.C). As Origens da Filosofia – Grécia e os pré-Socráticos.

Um sumário  deixado em aberto.  
Ler  mais em :” Dos pré-Socráticos á Idade Média “   Temas que ainda hoje estão atuais.

Como era a Grécia antes do surgimento da filosofia?

O  que se entende por mito?

A Biblia estará contada não na totalidade mas uma parte dela em mitos?

Os mitos não serão posteriormente descodificados pela ciência e pela filosofia para nos explicar de uma forma racional: De onde viemos? Quem somos? Para onde Vamos?

Afinal  todos querem ter acesso á “ verdade “ seja numa linguagem  cientifica ou  empirica ou através duma argumentação racional.

Também a filosofia com as suas duvidas infindáveis procura as suas respostas e finalmente a religião que se baseia na bíblia mais precisamente  em Jesus Cristo.

Jesus Cristo é comparado muitas vezes( ao abordar   certos temas  diretamente com o seu povo   como a justiça, a ética,  entre outros)  ao filósofo Sócrates que nasceu em Atenas no ano 470 a.C .pois ambos eram doutos na  retórica. Desafiavam  os senhores que detinham o poder devido á falta de equidade e Justiça   existente na sociedade, embora em épocas diferentes..Foram os dois revolucionários e insubmissos  e detestavam a hipocrisia.

Ao mencionar que J.Cristo era um filósofo ou revolucionário não é com intenção depreciativa ou pejorativa mas sim para dar relevância á sua luta constante e bravia com que defendia o seu povo que vivia oprimido e perseguido ao ponto de ter que sacrificar a sua vida. O seu maior objetivo era passar uma mensagem ás pessoas: " ama o próximo como a ti mesmo". 


Quanto a Sócrates também tinha uma comunicação direta com as pessoas através do diálogo Socrático. questionava : O que é a justiça? O que é a piedade? O que é a verdade ? e nestes diálogos não se chegava a uma clareza ou definição sobre estes conceitos. 



Afinal os seus interlocutores que pensavam estar esclarecidos, carecem de conhecimentos relativamente   a noções tão importantes .  

Em principio toda a gente sabe o que “é a piedade” . Então tentem explicá-la e averiguarão que não é tão linear como de principio  parecia e mais interrogações vão surgindo progressivamente.

J.Cristo e Sócrates   faziam perguntas inoportunas ou incomodativas para os que eram considerados   doutos e  sapientes, daí  terem sido assassinados.   

Jesus Cristo foi ou não um bom " rebelde ", um filósofo e um mensageiro?  

Ciência ,filosofia e religião  abordam os mesmos temas?  Divergem na linguagem?  Podemos então dizer que foi desta forma que surgiu os mitos, o logos ou razão, a experimentação e argumentação racional na ciência?


Retomando  o assunto da origem da filosofia na Grécia e os pré-Socráticos.

Foram : Tales de Mileto 585 a.C; Anaximandro 560-550; Anaximenes 546; Pitágoras de Samos 532; Parmédies e Heraclito (Sec. VI a. C.) etc.

Tales de Mileto que  foi o primeiro filósofo /Astrónomo /Matemático  que prognosticou o eclipse do sol surgido no ano de 585 a.C. e também enunciou  o teorema de Tales.  
Igualmente desenvolveu uma pesquisa  racional e não mítica sobre a origem ou arché do real.

O discípulo de Tales;  Anaximandro nascido em VII a.C., astrónomo, geógrafo e geómetra   fez um esboço do mapa mundo.

A filosofia  e a ciência surgem  quando se abandona o mito e ele se  transforma  numa explicação racional ou logos.





Logos é o que substitui o mito. A partir do Logos ou razão  ou explicação racional.

Estes foram os primeiros filósofos a  apresentarem  as suas teorias relativamente ao universo físico e á  natureza humana   como também a relevância da  ética, de   crenças e   de certas politicas praticadas numa determinada época que   acabam sempre  por interferir  na forma  como é entendido o mundo.


  






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Curiosidades - O Universo


O aparecimento da filosofia  surgiu com filósofos ainda a.C que eram considerados pensadores e ávidos pelo conhecimento acerca de tudo que nos rodeia. Podemos começar pelos  Pré-socráticos que tentaram através de modelos explicativos entender a natureza, o mundo e o universo.

Tales, Anaximandro, Anaxímedes (585 a.C.);(547a.C); (525a.C.) - Filósofos de Mileto.
Pitagorismo Antigo e Pluralistas. Pitágoras, Heraclito etc. (530 a,C.); (530a.C.) etc.

Os Pitágoras eram na maioria matemáticos e defendiam que os seres reais podem ser constituídos matematicamente como todo o Universo. Pitágoras sustentava a teoria dos  números e que estes constituem a natureza do Universo.

Para Heraclito nada no Universo é imutável ou fixo  mas sim um continuo devir, tudo se transforma mas apesar destas transmutações o continuo devir não é irracional ou caótico, porque se realizam de acordo com certas leis e proporções.  

Não deixa de ser interessante esta teoria de Heraclito porque através desta conceção do Universo, quase que podemos perguntar se este é determinado ou indeterminado ou então se aparentemente dentro duma certa desorganização ele acaba por ser determinado e agir conforme certas leis. 

Afinal ainda hoje os cientistas e filósofos  continuam a se debruçar sobre estes temas, embora desde os antigos até atualidade há muitas conjeturas  acerca do Universo que  desabrocharam e amadureceram mas mesmo assim ainda há muito por descobrir.


Também não deixa de ser interessante que nesta época longínqua foram surgindo  hipóteses e conceitos que continuam  tão atuais, embora prescritos duma forma mais rudimentar.
Heraclito:
" O Universo é fogo " , este Cosmo não foi feito por nenhum Deus nem nenhum homem, mas sempre foi, é e será fogo eterno que se acendeia segundo a medida e como também se extingue segundo a mesma medida.

Deus é dia-noite; Inverno-Verão; guerra-paz; fome-fartura e assim sucessivamente, segundo este filósofo havia uma harmonia oculta na qual chamou DIALÉTICA. Uma luta de contrários. Ao buscar uma ordem no Universo encontra contradição e dinamismo. 

Estas hipóteses não nos deixam indiferentes porque afinal foram pontos de partida para que a ciência tenha atingido muitas "verdades" ou tentativas mas que ainda não há por parte de filósofos, cientistas certezas absolutas mas muita especulações. 

Existe sim  teorias por parte da  ciência que ajudam a  retirar o véu da cabeça da noiva onde poderemos já ver o seu belo rosto e o resto?  

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